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Cena literária perde duas poetas nessa semana

A poeta mineira Maria Lúcia Alvim morreu aos 88, vítima da covid-19, e Vera Pedrosa, precursora da ‘Geração Mimeógrafo’, tinha 85.

A poeta mineira Maria Lúcia Alvim faleceu na última quarta-feira (3), aos 88 anos, por complicações da covid-19. Segundo O Globo, a morte da poeta foi confirmada por sua cuidadora, que há dois anos a acompanhava em uma residência de idosos.

Maria Lúcia nasceu em uma família de poetas, irmã de Maria Ângela Alvim e Chico Alvim, estreou na literatura em 1959 com o livro XX Sonetos. É autora também de obras como Coração incólumeRomanceiro de Dona BejaA rosa malvada, e Vivenda, que reúne 30 anos de sua produção poética. Ano passado, os autores Guilherme Gontijo Flores e Ricardo Domeneck convenceram Maria Lúcia a lançar um livro que permanecia guardado desde 1982. A obra Batendo pasto, resgatada de um manuscrito que a poeta havia confiado a Paulo Henriques Britto, foi publicada pela Relicário.

Outra perda foi a da poeta e embaixadora Vera Pedrosa, pioneira da Geração Mimeógrafo, que ganhou esse nome por adotar meios alternativos para fazer sua produção artística chegar ao público. Vera foi pioneira também no Itamaraty, sendo uma das primeiras mulheres a ocupar postos de destaque na diplomacia brasileira, chegando a Secretária Geral do Itamaraty e ocupando postos diplomáticos em Madri e Paris até chegar a embaixadora em 1993. Neste cargo, chefiou a embaixada brasileira em Haia, Quito, Copenhague e Paris. Seu primeiro livro foi publicado em 1964. Em 1976, foi uma dos poetas da antologia 26 poetas hoje, organizado por Heloisa Buarque de Hollanda e publicado pela Brasiliense. Seu derradeiro livro saiu pela Cosac Naify em 2015: A árvore aquela. Vera vinha se tratando de um tipo raro de anemia, mas a causa da morte não foi divulgada.

Fonte: Publish News

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